quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O contagio da raiva

 Estamos a passar por um momento delicado que deveria ter mais a nossa atençao. 

Os mais resistentes á mudança continuam a enganarem se e vão com as visinhas, amigas ou familiares ao supermercado, actual shoping para fofocar. Uma prática enraizada á décadas na nossa cultura. Que nos distraí dos nossos verdadeiros problemas mas ao mesmo tem do nosso eu e da potencialidade que ele tem. 

Entretanto os números disparam e ninguém está interessado, isso é com os outros é não comigo. 

Os infetados, atualmente famílias inteiras não ficam fechadas;

— Tenho que ir à farmácia comprar Ben-u-rom. 

— Tenho que ir ao supermercado comprar os ingredientes para a sopa. 

Vão com uma vibração inquieta, com pensamentos negativos contra o mundo, e um discurso interno:

— Se me pegaram a mim e eu nem sei onde nem como, eu faço o mesmo. 

— Se quem me pegou ficou em pune eu também vou ficar. 

A vibração que estamos a transmitir é de raiva é sentimento de injustiça. 

— Eu estou doente é não me importo que alguém esteja. 

Estes novos tempos são bons para refletir. São bons para colocar a mão na consciência é pensar que eu sou tu, eu sem os outros nada sou. Nós somos a unidade do oceano, cada gota é uma parte, mas sozinha é quase nada. 

A transformação da humanidade é evidente. É bom termos consciência que estes novos tempos são optimos para crescer dentro da nossa unidade. Com a ajuda dos outros sempre. 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Modelo de relacionamento Tóxico




Modelo relação toxica Resultados
Relação afetiva assimétrica - O elemento que dá mais afecto, cobra/Reclama ao outro que não dá afeto, e por vezes tem tendencial de atirar à cara o que faz
Expectativas Altas Reclamação/ Cobrança, aquilo que o/a parceiro faz, é sempre insuficienteF.
Falta de Comunicação assertiva Comunicação que se foca em apontar os aspetos negativos com a esperança de os melhorar, o resultado +e a frustração do outro e a raiva, logo a agressividade
Bagagem de modelo Por vezes os modelos dos outros (pais, avós vizinhos) Não nos servem.
Noção de Felicidade relacional Incutir ao outro que ele/ela é o elemento para eu me tornar feliz





Modelo de compromisso eficaz e resultados

Modelo eficaz Resultados
Relação afetiva igualitária Ambos investem na relação, o foco está em agradecer, ficar grato e contente. Quando estamos bem, damos amor facilmente.
Expectativas nulas Como não espero nada para mim, tudo que vier do/a outro é bem vindo. Se vier um sorriso estou no lucro.
Comunicação assertiva Comunicação que se foca em dizer sempre tudo, tendo respeito por si mesmo quer pelo outro
Bagagem de modelo Inevitável, mas procurar fazer um modelo só nosso baseado na dinâmica de relação e nas características da personalidade dos intervenientes.
Noção de Felicidade relacional A relação com o próprio deve ser fonte de felicidade. A relação com o outro apenas é um complemento de felicidade.






segunda-feira, 27 de abril de 2020

Eu abuso de quem me ama?

"Reparei que abusava de quem verdadeiramente me ama. Não levando o nosso compromisso a sério, de exímio respeito, honestidade, lealdade e investimento, pois sabia que poderia fazer de conta, perdoavas me sempre..."

Discurso de uma mulher que teve um momento de consciência e crescimento. Ao analisar a infância, que por falta do pai, a sua mãe para compensar a falta do progenitor, permitia que desobedecesse, combinava uma coisa com a criança, e ela não fazia, mas perdoava sempre...

Aquela mãe, ensinou a criança a levar a sério os compromissos a 50% ou menos, e a abusar do seu amor, abusar da sua paciência. E como era uma mãe extremamente exigente, noutras coisas, pois vinga-se nessas questões de ser uma boa dona de casa, limpinha e asseada.

Como ela é muito exigente, está a passar uma mensagem sub limiar ( eu só gosto de ti se....(limpares, acertares), assim ensina-lhe um género de amor, que é o AMOR CONDICIONADO, aquele que tem condições. A primeira relação que nós temos é com a nossa mãe, ela nos ensina a forma de amar, reagir e tolerar e compreender tudo dentro de nós.

E como sinto um amor por mim condicionado, eu vou testar o verdadeiro amor, quando encontrar um amor verdadeiro, será que ele é tão grande? e a que ponto ele sobrevive e até onde é capaz de perdoar?

Quando em terapia temos consciência destes processos mentais, sentimentais, o terapeuta leva-nos a passar por um processo de auto-perdão, partir de aquele momento saldamos as dividas connosco mesmos e construirmos uma nova relação connosco mesmos feita de amor.



Sónia Sequeira

Psicóloga Clinica
Psicóloga on line
Psicoterapia emocional