quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ACIDENTES NÃO SÃO ACIDENTES

Acidentes não são acidentes. Como tanta coisa nas nossas vidas, temos o mundo que criamos. O meu mundo é diferente de todos os mundos existentes na face da terra!
Não é que digamos: "Quero sofrer um acidente", mas de fato é que temos padrões de pensamento que podem atrair acidentes para nós. Há pessoas que parecem ter "tendência para acidentes", enquanto outras passam a vida inteira sem nem mesmo um arranhão. Acidentes são expressões de raiva. Indicam frustrações reprimidas, por vezes são tão fugazes que este processo de repressão é feita sem prepositivo. Sente um ambiente reprimido à sua volta, não tem a liberdade de falar por si. 
Os acidêntes também indicam rebelião contra a autoridade. Ficamos tão furiosos que queremos atingir alguém e, em vez disso, nós é que somos atingidos.
Em certas ocasiões, quando ficamos com raiva de nós mesmos, quando nos sentimos culpados, quando achamos que merecemos castigo, criamos um acidente, que é um modo formidável de lidar com tudo isso. Inconscientemente queremos despertar a atenção do outro em nós através da pena. Aparentemente, fomos vítimas indefesas do destino, mas um acidente nos permite recebermos compaixão e atenção, termos os nossos ferimentos tratados e ficarmos de cama, às vezes por um longo tempo. E, mais, ganhamos a dor. Que por vezes a dor física alivia-nos a dor emocional daquela mágoa por exemplo.
O ponto do corpo atingido no acidente dá-nos uma pista da área da vida em que nos sentimos culpados. O grau do ferimento indica com qual severidade achávamos que devíamos ser punidos e qual a duração da sentença.

Texto baseado no livro de Louise Hay


domingo, 10 de janeiro de 2016

Dislexia sinais de alerta II

Sally Shaywitz refere alguns sinais de alerta  que acrescentámos outros

NO JARDIM-DE-INFÂNCIA E PRÉ-PRIMÁRIA:
- Linguagem “bebé” persistente.
 - Frases curtas, palavras mal pronunciadas, com omissões e substituições de sílabas e fonemas.
- Dificuldade em aprender: nomes: de cores (verde, vermelho), de pessoas, de objectos, de lugares...
- Dificuldade em memorizar canções e lengalengas.
- Dificuldade na aquisição dos conceitos temporais e espaciais básicos: ontem/amanhã; manhã/a manhã; direita/esquerda; depois / antes...
- Dificuldade em aperceber-se de que as frases são formadas por palavras e que as palavras se podem segmentar em sílabas.
- Não saber as letras do seu nome próprio.
- Dificuldade em aprender e recordar os nomes e os sons das letras.

3. NO PRIMEIRO ANO DE ESCOLARIDADE:
- Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
- Dificuldade em associar as letras aos seus sons, em associar a letra “ éfe ” com o som [f].
- Erros de leitura por desconhecimento das regras de correspondência grafo-fonémica: vaca/ faca; janela/chanela; calo/galo...
- Dificuldade em ler monossílabos e em soletrar palavras simples: ao, os, pai, bola, rato...
- Maior dificuldade na leitura de palavras isoladas e de pseudopalavras “modigo”.
- Recusa ou insistência em adiar as tarefas de leitura e escrita. ~
- Necessidade de acompanhamento individual do professor para prosseguir e concluir os trabalhos.
 - Relutância, lentidão e necessidade de apoio dos pais na realização dos trabalhos de casa.
- Queixas dos pais e dos professores em relação às dificuldades de leitura e escrita.
 - História familiar de dificuldades de leitura e ortografia noutros membros da família.

A PARTIR DO SEGUNDO ANO DE ESCOLARIDADE:
1. PROBLEMAS DE LEITURA: - Progresso muito lento na aquisição da leitura e ortografia.
 15 - Dificuldade, necessitando de recorrer à soletração, quando tem que ler palavras desconhecidas, irregulares e com fonemas e sílabas semelhantes.
 - Insucesso na leitura de palavras multissilábicas. Quando está quase a concluir a leitura da palavra, omite fonemas e sílabas ficando um “buraco” no meio da palavra: biblioteca / bioteca...
- Substituição de palavras de pronúncia difícil por outras com o mesmo significado: carro/automóvel...
- Tendência para adivinhar as palavras, apoiando-se no desenho e no contexto, em vez de as descodificar. - Melhor capacidade para ler palavras em contexto do que para ler palavras isoladas.
 - Dificuldade em ler pequenas palavras funcionais como “aí, ia, ao, ou, em, de... ”.
- Dificuldades na leitura e interpretação de problemas matemáticos.
 - Desagrado e tensão durante a leitura oral, leitura sincopada, trabalhosa e sem fluência. - Dificuldade em terminar os testes no tempo previsto.
 - Erros ortográficos frequentes nas palavras com correspondências grafo-fonémicas irregulares.
 - Caligrafia imperfeita.
- Os trabalhos de casa parecem não ter fim, ou com os pais recrutados como leitores.
- Falta de prazer na leitura, evitando ler livros ou sequer pequenas frases.
- A correcção leitora melhora com o tempo, mantém a falta de fluência e a leitura trabalhosa.
- Baixa autoestima, com sofrimento, que nem sempre é evidentes para aos outros.