segunda-feira, 18 de maio de 2015

Divorcio: Terapia do Divorcio



Um grande número de casais, quando procura tratamento, já está numa situação onde um dos dois está mais interessado em manter o vínculo conjugal. É frequente que, após poucas sessões, fique bem claro que um dos conjugues está definitivamente decidido pela separação. 

Neste contexto é importante que se possa oferecer ao casal a possibilidade de manter o propósito terapêutico, desde que o objetivo seja o de facilitar o doloroso processo de separação e divórcio.

Existe uma ampla literatura sobre a terapia do divorcio.

Ocorrem boas e más separações. A boa separação é aquela na qual os membros do casal conseguem conter sentimentos agressivos mútuos e mobilizam-se para minimizar as repercussões psicológicas junto aos filhos. Conseguem colaborar e, com um só advogado, encaminham o processo nos seus aspetos práticos e jurídicos.

São cada vez mais casais que beneficiam da terapia neste momento de mudança das suas vidas.
Um ponto de urgência nas separações, já que geralmente é o pai quem sai de casa, é continuar um envolvimento relacional de forma próxima com estes filhos. Um projeto a dois que nunca pode deixar de o ser. E vale a pena lembrar de que cerca de 12%dos pais perdem o contacto com os seus filhos. Um estudo americano mostrou também que 25% das separações realizam-se com conflito pequeno, 25% com conflito moderado e 50% em conflito intenso.

Sabemos também que o bem estar psicológico dos filhos fica comprometido, quando o cônjuge que se sente abandonado, vitima, procura envolver os filhos numa aliança contra o outro. Cama-se isso de alienação parental.

Por outro lado, sabemos que uma relação pós-divorcio feita de respeito entre pais minimiza muito as percussões psicológicas junto dos filhos. É neste sentido que uma terapia de divorcio/separação é muito útil.



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